ASSOCIAÇÃO COMERCIAL, INDUSTRIAL E AGRÍCOLA DE PARANAGUÁ
Segunda-feira, 30 de Outubro de 2017


Fórum ‘Entendendo a Judicialização da Saúde’ foi um sucesso em em Paranaguá


Participantes, palestrantes e organizadores encerraram a programação com um registro do evento


Eloir Martins é o atual presidente da Aciap e inicia gestão com chave de ouro.


Presidente da Unimed Paranaguá, Mário Percegona, salientou a parceria firmada com outros órgãos para a realização do evento.


Diretor comercial da Folha do Litoral News, Antonio Saad Gebran Sobrinho, lembrou o papel da comunicação na disseminação de informações de interesse público.

Participantes, palestrantes e organizadores encerraram a programação com um registro do do evento
Na sexta-feira, 26, aconteceu na sede da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Paranaguá (Aciap) o fórum “Entendendo a Judicialização da Saúde”, que reuniu centenas de pessoas, entre juízes, juristas, médicos, autoridades e trabalhadores do setor da saúde pública e privada.

O evento foi realizado pela Ordem dos Advogados do Brasil de Paranaguá (OAB) com o patrocínio da Unimed, Aciap, Rocha, Uniprime e Folha do Litoral News, que transmitiu todo o fórum on-line em seu site e Facebook. As palestras foram ministradas pelo desembargador federal do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4.ª Região, Dr. João Gebran Neto; Juíza Federal de Curitiba, Dra. Luciana Veiga; vice-presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo Regional Paraná e Santa Catarina (Abramge PR/SC), Dr. Olavo P. de Almeida; e o Juiz de Direito em 2.º Grau, Dr. Hamilton Dr. Hamilton.

PRESENTE PARA O LITORAL

Eloir Martins é o atual presidente da Aciap e inicia gestão com chave de ouro.
O presidente da Aciap, Eloir Martins, destacou a importância de trazer um evento de alto nível na área jurídica para Paranaguá. “É um presente para a cidade e para o litoral e um prestígio, particularmente para a Aciap, recepcionar essas autoridades. É um assunto palpitante e importante a todos os os segmentos e a Aciap tem um prazer imenso em recepcioná-los e esse irá se tornar um dia histórico para a nossa entidade”, afirmou Martins.

PARCERIA CONCRETIZADA.
Presidente da Unimed Paranaguá, Mário Percegona, salientou a parceria firmada com outros órgãos para a realização do evento.
O presidente da Unimed Paranaguá, Mário Percegona, contou que o Fórum foi enriquecedor para advogados, médicos e público interessado no tema. “Nós já estávamos arquitetando este evento há algum tempo e graças à parceria que nós fizemos com a Aciap e com a Folha do Litoral News junto com a OAB, conseguimos trazer essas pessoas que dentro da área de judicialização da saúde são quem mais entendem hoje no Brasil. O João Gebran é um expert neste assunto, já participou de alguns eventos da Unimed no Estado do Paraná. É de uma significância muito grande porque no País a saúde tem sido muito prejudicada pela judicialização, não só o serviço público, como também o privado, pois os planos de saúde sofrem muito. Essa é a primeira de uma parceria que fizemos e isso é muito bom para a cidade de Paranaguá”, frisou Percegona.

PAPEL DA COMUNICAÇÃO.

Diretor comercial da Folha do Litoral News, Antonio Saad Gebran Sobrinho, lembrou o papel da comunicação na disseminação de informações de interesse público O diretor comercial da Folha do Litoral News, Antonio Saad Gebran Sobrinho, lembrou a importância do envolvimento da imprensa e das empresas patrocinadoras no evento
“Isso reafirma o papel da comunicação como agregadora, como ponte, oferecendo uma informação com qualidade. Gostaria de salientar a Aciap como entidade de classe, da OAB, Unimed, Uniprime, Rocha, a Folha do Litoral News, empresas engajadas para assuntos pertinentes na sociedade. Desde a participação das rádios que estiveram presentes, assim como os jornais, todos agregaram valor”, afirmou Gebran.

Segundo o diretor do jornal, o momento marcou o início de uma nova gestão na Aciap. “O Eloir começa agora uma nova administração na Associação Comercial com chave de ouro. O Mário da Unimed e o vice-presidente da OAB, José Antonio Schüller da Cruz, trouxeram esses ícones do judiciário para Paranaguá e isso é muito importante para a cidade. Agradecemos o apoio de todos, incondicionalmente, elevar Paranaguá no cenário estadual e nacional é muito importante”, salientou Gebran.

PREFEITO DESTACA A SAÚDE
Prefeito de Paranaguá, Marcelo Roque, parabenizou os organizadores do os patrocinadores do evento por trazer a discussão para a cidade.

“A parte judiciária é importante porque há conflitos. Às vezes, há demandas judiciais e o município possui orçamento destinado e se dá esses conflitos entre o meio jurídico e gestão pública. A gestão da saúde é o ponto principal de cada administração pública e aqui não é diferente. Estamos arrumando a casa e a saúde sempre requer uma atenção redobrada, precisa de investimentos”, disse o prefeito.

ENVOLVIMENTO DA SOCIEDADE.

Vice-presidente da OAB subseção litoral e mediador do Fórum, José Antonio Schüller da Cruz, ressaltou a capacidade técnica dos palestrantes para traduzir o tema
O vice-presidente da OAB e mediador do Fórum sobre Judicialização da Saúde, José Antonio Schüller da Cruz, ressaltou a participação de de todos os segmentos da sociedade.

“Todos demonstraram interesse e isso reflete o quanto é importante este tema. Afinal, todos estamos pagando essa conta da judicialização e os palestrantes nos trazem conhecimento mais aprofundado. Apesar de ser um conhecimento muito técnico, os palestrantes têm habilidade para traduzir para uma linguagem mais clara e objetiva essas informações”, declarou Schuller.

EVENTO CUMPRE SEU OBJETIVO

“Saúde é de fundamental importância a todos nós”, destacou o vice-prefeito Arnaldo Maranhão.

O vice-prefeito de Paranaguá, Arnaldo Maranhão, lembrou que toda discussão envolvendo saúde é válida. “Tivemos em Paranaguá pessoas renomadas, palestrantes do mais alto gabarito trazendo informações precisas da legislação para os departamentos públicos e privados que lidam com saúde e com vidas humanas. Parabenizo a todos que propiciaram a nós esses conhecimentos. Saúde é de fundamental importância a todos nós”, evidenciou Maranhão.

DESEMBARGADORA FRISA IMPORTÂNCIA DO FÓRUM PARA POPULAÇÃO
Desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), Dra Vilma Remos de Rezende, falou sobre a importância deste evento para a população, tanto na esfera pública quanto suplementar.

A desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), Dra Vilma Remos de Rezende, destacou sua atuação em torno da saúde suplementar no Estado e elogiou a realização do fórum.

“A importância é evidente, pois todos nós que estamos aqui temos algum caso de necessidade de pedido para algum plano de saúde que tenha tido dificuldade e que também muitas vezes não tenha sido possível, até porque o que nós contratamos não foi aquilo que a gente estava pretendendo obter. A importância deste evento para a população é muito grande, tanto da pública quanto da suplementar”, completa.

JUÍZA FEDERAL EXPLICA COMO POPULAÇÃO DEVE AGIR EM CASO DE FALHAS NO ATENDIMENTO À SAÚDE.
Juíza federal, Dra Luciana Veiga, uma das palestrantes, é coordenadora do Comitê Executivo da Saúde do Paraná.

“É importante que a comunidade participe, não deste evento necessariamente, mas do debate da judicialização da saúde, disse a juíza federal, Dra Luciana Veiga, que é coordenadora do Comitê Executivo da Saúde do Paraná. A magistrada ressalta ainda a importância do direito à saúde garantido ao cidadão pela Constituição Federal. “Em uma situação de falha de atendimento e tratamento ela pode procurar o Ministério Público (MP) ou a Defensoria Pública Estadual ou da União e pode se valer também de um advogado privado. Mas via de regra, ela pode procurar o MP ou a Defensoria”, completa.

MODERNIZAÇÃO DE DADOS COMO FORMA DE CONTROLE DA JUDICIALIZAÇÃO

Juiz de Direito em 2.º Grau, Dr. Hamilton Schwartz, afirmou que o Fórum é criado pelo Conselho Nacional de Justiça O Juiz de Direito em 2.º Grau, Dr. Hamilton Schwartz, ressaltou que um dos objetivos do Fórum da Saúde criado pelo CNJ é diminuir e organizar a judicialização. “O Tribunal de Justiça de Justiça está começando a trabalhar com inteligência artificial, adquirindo atualmente um programa de business inteligence para compilar e organizar esses dados, identificar onde há mais demanda, colocando mais juízes para trabalhar alguns casos, evitar demandas predatórias e auxiliar o gestor público em questões pontuais que são identificadas nestes dados”, afirma o juiz, destacando que o Estado já está tendo acesso a esses dados, destacando a necessidade de comunicação com outros sistemas.

“Trazer isso ao conhecimento da população é importante.

A nossa Constituição representando a nossa sociedade e a sua vontade, em seu artigo 196 abarcou o direito à saúde através do SUS, que é maior sistema público do mundo e tem experiências excelentes que são copiadas no mundo inteiro, mas que também precisa ser aperfeiçoado e aí entra a. a questão da judicialização da saúde”. destaca.

SAÚDE SUPLEMENTAR

Vice-presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo Regional Paraná e Santa Catarina (Abramge PR/SC), Dr. Olavo P. de Almeida, disse que a judicialização afeta as operadoras de saúde.

“A saúde suplementar representa 25% das vidas de toda a nossa população, então, estes dados que trouxemos à palestra são relativos a como mitigar o número de ações, pois a judicialização gera mais judicialização e afeta a sustentabilidade do setor de saúde suplementar”, explica o vice-presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo Regional Paraná e Santa Catarina (Abramge PR/SC), Dr. Olavo P. de Almeida, destacando que o sustento da judicialização afetará negativamente as operadoras de saúde suplementar e também as pessoas atendidas pelos planos. “Elas terão que ser atendidas pelo Sistema Único, que todos nós sabemos que não é sustentável. Apresentamos algumas iniciativas para mitigar a própria atuação e os debates que estão sendo feitos nacionalmente que estão demonstrando que algumas iniciativas do próprio CNJ e do Poder Judiciário de entender as resoluções da ANS e de aplicá-las de forma efetiva reduzirão o número de ações”, completa.

DESEMBARGADOR GEBRAN NETO AFIRMA QUE HÁ 1,5 MILHÃO DE PROCESSOS DE DEMANDAS NA SAÚDE.

“A importância de estarmos aqui debatendo em Paranaguá é fazer com que todos tenham a consciência de que este problema envolve vidas, a saúde das pessoas”, salientou o desembargador do TRF, Gebran Neto.

“Nós viemos tratar sobre a judicialização da saúde, que é um tema muito importante no cenário brasileiro. Temos um número muito grande de processos em todo o País. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) há 1,5 milhão de processos versando sobre o direito à saúde”, afirma o desembargador do TRF, Gebran Neto, ressaltando a importância de discutir o tema com médicos, operadores dos planos de saúde, advogados, juízes e sociedade.

“É uma área complexa e transversal, não passa somente pelo direito das pessoas, mas também por aspectos técnicos da saúde. A importância de estarmos aqui debatendo em Paranaguá é fazer com que todos tenham a consciência de que este problema de que este problema envolve vidas, a saúde das pessoas, bem como recursos e gestão, seja na saúde suplementar, como na Unimed especificamente, que é apoiadora do evento, mas também na saúde pública, com as secretarias estadual e municipal. É uma grande oportunidade que tivemos de debater e conhecer os problemas de Paranaguá”, acrescenta.

Veja mais fotos do evento:
https://folhadolitoral.com.br/direito-justica/forum-entendendo-a-judicializacao-da-saude-foi-um-sucesso-em-paranagua/#.W9hGAdVKiUk

Fonte: Site do Jornal Folha do Litoral News






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